quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Despertar de uma ilusão (Cecília Carvalho - Cel)


... e assim vi passar meu tempo
o tempo que eu tinha prá viver
me enganando, acreditando
meu coração tão bobo sorria feliz
a cada dia se esmerava em mimos
só para agradar, a quem jamais
teria a sensibilidade para ver
sentir meu interior já cansado
pelos desenganos que a vida me dera ...
Na solidão que vivia, esperava,
ansiosa, bobagem a minha
triste amadurecimento precoce
não me deixava ver a realidade
a cegueira em que me envolvera
até que um dia despertei
e meus olhos percorreram
na neblina que escondia meus dias
num passado falso e enganador
e meu interior foi questionado
cobrado e injustamente acusado ...
Já não tinha mais o que tirar
vazia de mim mesma aceitei o meu destino
precisava sumir viver outro mundo
sem esperas, ilusões, decepções
camuflada, me vesti de sombras
assim passaria despercebida
sem sonhos, ilusões
uma outra ficara no passado ...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Você é meu presente do céu (Silvia Schmidt)


(Tradução e adaptação do texto “A Friend From Above”, de Susie Q’s World)
Eu rezei para que você viesse muito antes de nos conhecermos sem saber quem poderia vir.
Eu pedi a Deus que me mandasse um amigo, alguém escolhido só para mim, alguém que tivesse Fé e Sabedoria em seus atos.
Um amigo para ajudar-me e guiar-me nas tribulações diárias, já que sempre em nossa vida nós precisamos de alguém para ouvir o que dizemos.
Alguém que não nos julgará nem nos condenará, mas apoiará enquanto falarmos.
O caminho estreito que escolhemos seguir pode algumas vezes nos desanimar e ter um amigo para nos amparar na queda nos ensina a humildade.
Quando eu pedi a Deus para mandar-me um amigo, apesar de muitos que vieram e partiram, Ele me deu muito mais do que eu jamais pedi:
Ele me mandou Você.
Agradeço, Senhor, por me mandares meu Amigo.
Agradeço a Você por aceitar ser meu presente dado por Deus.
Por Ser Meu Amigo!

sábado, 17 de novembro de 2007

A doçura da Sabedoria (Sathya Sai Baba)

O homem pode alcançar a doçura da sabedoria mantendo-se em boa companhia ou permanecendo num lugar solitário e praticando a meditação. Mas, através de qualquer meio que utilize, a doçura da sabedoria não pode vir de fora; ela deve vir do interior. Ela é o resultado da transformação da natureza interna, através da derrota dos inimigos internos: cobiça, raiva, avareza, apego, orgulho e ciúme.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Celibato

90% das pessoas acha que o padre deveria se casar. As razões aventadas são todas absolutamente amparadas pelo bom senso. Pouca gente atina, porém, que mais do que casar-se o importante é ser feliz e sentir-se realizado. O casamento, em si, ainda não é garantia de felicidade e realização. Tanto quanto o celibato é apenas opção de vida com abertas possibilidades de crescimento ou frustração. No fundo, quem quer o padre casado está talvez apenas torcendo por sua felicidade.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Mudança


segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Viver perigosamente

Viver perigosamente significa viver. Se você não vive perigosamente, você não vive.
Você nunca floresce na segurança; apenas na insegurança. Se você começa a obter segurança, você se torna uma água parada. Então sua energia não esta mais circulando.
E por que correr riscos s e o conhecido é mais seguro? Então você se torna obcecado pelo familiar.
Você continua ficando farto com isso, você fica entediado com isso, você se sente miserável, mas isso ainda é familiar e confortável. Pelo menos é conhecido.
O desconhecido cria um temor em você. Qualquer idéia em relação ao desconhecido e você começa a se sentir inseguro.
Há apenas dois tipos de pessoas no mundo. As pessoas que querem viver confortavelmente. Elas estão procurando a morte, elas querem um túmulo confortável. E as pessoas que querem viver. Elas escolhem viver perigosamente, porque a vida só floresce quando há risco.

domingo, 4 de novembro de 2007

As lições da Natureza (Letícia Thompson)

Quantas vezes as pessoas desistem da vida porque desistem de esperar?
Temos tanta pressa com tudo!... Como se a vida fosse um mar de problemas para uns e um mar de rosas para outros!... Não vivemos o que outros corações vivem e nem podemos viver, mas como podemos aprender com cada coisa que surge a cada instante!
Há algo mais singelo, sublime e belo que as flores que nascem entre as pedras?
Elas germinam, avançam e sobressaem-se, mesmo se tudo à volta parece árido e seco.
Embelezam, apesar das asperezas, da seca, dos maus dias.
Aprendemos com a natureza que o mundo tem jeito, que podemos nos resguardar e permanecer inteiros, apesar das situações que parecem querer nos enfraquecer e derrubar.
Aprendemos com as estações que não se desiste da vida, nem de ser, nem de tentar, nem de querer e que será sempre possível dar a volta por cima, apesar das contrariedades do caminho.
O majestoso sol
deixa-se muitas vezes encobrir por nuvens, mas ele volta sempre e sempre.
Fomos feitos para viver.
Fomos criados para bem viver.
Somos flores às vezes em terra fértil, outras em terreno árido, mas flores ainda;
somos sóis e luas que não desistem de renascer.
Somos poços de problemas ou rios de felicidade, mas somos cheios de possibilidades e o melhor de nós pode sempre sobressair, como tímidos e firmes raios de sol que varam as nuvens e acabam iluminando o dia.