sexta-feira, 28 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
Lisonja
Somente os desprevenidos se deixam levar pela lisonja. Esta, qual serpente, sorrateiramente procura possíveis vítimas. A picada da serpente atinge o organismo e a lisonja o espírito. Ambas precisam, pois, serem evitadas para não prejudicar a pessoa, de vez que a caminhada desta tem que ser livre desses perigos. Fora da lisonja a pessoa está livre da vaidade, que, como aquela, desfigura a criatura, tornando-a fútil.
segunda-feira, 24 de março de 2008
De braços abertos (Lucilene Machado)
Mas é tolice lamentar essa realidade de homens não leais. Não se pode fechar o coração em razão de uma minoria. Ou seria maioria? Não posso dizer ao certo, sei apenas que os homens de braços abertos me salvaram de um coração de gelo. E continuam salvando. Eles existem e estão bem aí, embaixo do nosso nariz. Basta reparar. Sei, às vezes é difícil essa percepção porque eles assumem formas inesperadas, infantis e até misteriosas. E não estamos acostumadas a isso. Vemos a fachada, se ela não agrada desistimos de descobrir o que vai dentro. É trabalhoso conhecer o homem que está dentro do homem. Até porque, foram muitas as vezes que descemos à profundeza e não encontramos nada além de pura escuridão.
Não é necessário mais que uma frustração para que a mulher radicalize e torne-se negligente na arte de procurar pistas. Mas, como a vida não nos deixa de instigar, lá vamos nós, corremos léguas à procura de uma pista no meio das trevas. Seguimos o primeiro indício de caminho. Pode ser um ruflar de asas ou um fio de luz. E, de repente, estamos diante de uma grande floresta. Árvores com raízes profundas. Espécies que não se deixam levar por qualquer vento. Uma floresta onde se encontra e se perde toda a sabedoria do mundo. Tudo depende da nossa capacidade de percepção. Não convém arriscar?
Hoje quando vi um espantalho numa horta vizinha, não pude deixar de ficar contente. O museu de pano da memória trouxe à tona a imagem de homens poderosos. Homens de coração limpo e braços abertos. Homens feitos à imagem de Deus e que, muitas vezes, se deixaram crucificar por amor. Poesia? Esses versos vão anoitecer comigo. Versos que eu sei de cor. Também sei de cor tantos nomes, tantas lutas... e ainda, por muito tempo, continuarei a conversar com espantalhos e a acreditar nos homens.
quarta-feira, 19 de março de 2008
segunda-feira, 17 de março de 2008
E se Outro for melhor?
Como a água flui em direção ao oceano, como o vapor se ergue em direção ao céu, como o Sol é quente e a Lua é fria, assim é a liberdade para um ser autêntico. Portanto, se mantivermos a consciência tranqüila auxiliaremos melhor nossos semelhantes, quanto pudermos e sempre que possível. A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que na Terra se realize a condição do esperado Reino.
A liberdade é uma conquista. Uma conquista diária, à custa de cada ato, de cada ação, de cada pensamento. A liberdade de decisão é a única coisa que nos diferencia dos animais. O ser humano é quem dirige sua própria vida, é ele quem age, é ele quem decide sobre si mesmo.
Todo ser, dotado de razão, tem que encontrar seu próprio caminho para justificar a sua própria racionalidade. Por isso devemos manter razoável distância para que cada um decida por si, com inteira liberdade.
É claro, podemos dividir com os outros as tensões e cargas emocionais que os impedem de decidir tranqüilamente. O ser humano não precisa do outro para decidir. A decisão sempre foi assunto pessoal. Sob tensão, o ser humano precisa do outro, mas precisa como um “pára-raio”, que canaliza a agitação para harmonia, não de alguém que decida por ele. Cada ser humano sabe o que é melhor para si. Não necessita de conselhos, nem de opiniões, necessita de alguém, que calado ouça, que discreto cale, que amoroso não se escandalize. Por isso:
Não dê conselhos.
Não opine sobre o outro.
Simplesmente, ouça.
Não crie dependência.
Seja discreto no relacionamento.
Dê amizade e,
Finalmente: Não se julgue “mais”, por ouvir alguém. Talvez o melhor seja ele, o outro.
A liberdade é uma conquista. Uma conquista diária, à custa de cada ato, de cada ação, de cada pensamento. A liberdade de decisão é a única coisa que nos diferencia dos animais. O ser humano é quem dirige sua própria vida, é ele quem age, é ele quem decide sobre si mesmo.
Todo ser, dotado de razão, tem que encontrar seu próprio caminho para justificar a sua própria racionalidade. Por isso devemos manter razoável distância para que cada um decida por si, com inteira liberdade.
É claro, podemos dividir com os outros as tensões e cargas emocionais que os impedem de decidir tranqüilamente. O ser humano não precisa do outro para decidir. A decisão sempre foi assunto pessoal. Sob tensão, o ser humano precisa do outro, mas precisa como um “pára-raio”, que canaliza a agitação para harmonia, não de alguém que decida por ele. Cada ser humano sabe o que é melhor para si. Não necessita de conselhos, nem de opiniões, necessita de alguém, que calado ouça, que discreto cale, que amoroso não se escandalize. Por isso:
Não dê conselhos.
Não opine sobre o outro.
Simplesmente, ouça.
Não crie dependência.
Seja discreto no relacionamento.
Dê amizade e,
Finalmente: Não se julgue “mais”, por ouvir alguém. Talvez o melhor seja ele, o outro.
sexta-feira, 14 de março de 2008
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