sexta-feira, 9 de maio de 2008

O veneno


Há muito tempo, uma jovem chamada Lang se casou e foi viver com o marido e a sogra. Depois de alguns dias passou a não se entender com a sogra. As personalidades delas eram muito diferentes e Lang foi se irritando com os hábitos da sogra que freqüentemente a criticava. Meses se passaram e Lang e sua sogra cada vez discutiam e brigavam mais. Lang já não suportando mais conviver com a sogra decidiu tomar uma atitude e foi visitar um sábio que vendia ervas. Ela lhe contou tudo o que estava acontecendo e pediu que ele lhe desse algum veneno para que ela desse à sua sogra e desta forma pudesse resolver o problema.O sábio pensou por algum tempo e entrou no quarto dos fundos e voltou alguns minutos depois com um pacote de ervas e disse: - Você não poderá usá-las de uma só vez para se libertar de sua sogra porque isso causaria suspeitas. Vou lhe dar várias ervas que irão lentamente envenenando sua sogra. A cada dois dias ponha um pouco destas ervas na comida dela. Agora, para ter certeza de que ninguém suspeitará de você, tenha muito cuidado e tente agir de forma muito amigável. Não discuta, a obedeça em tudo e a trate da melhor forma possível. Lang ficou muito contente e voltou apressada para casa para começar o projeto de assassinar a sua sogra. Semanas se passaram e a cada dois dias, Lang servia a comida "especialmente tratada" à sua sogra. Ela mudou o tratamento para com a sogra e a tratou como se fosse sua própria mãe. Depois de seis meses a casa inteira estava com outro astral. Lang tinha controlado o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Nesses seis meses não tinha tido nenhuma discussão com a sogra, que agora parecia muito mais amável e mais fácil de lidar. As atitudes da sogra também mudaram e elas passaram a se tratar como mãe e filha. Um dia Lang foi novamente procurar o sábio para pedir-lhe ajuda e disse: - Por favor, me ajude a evitar que o veneno mate minha sogra! Ela se transformou numa mulher agradável e eu a amo como se fosse minha mãe. O sábio sorriu e acenou com a cabeça. - Lang, não precisa se preocupar. As ervas que eu dei eram vitaminas para melhorar a saúde dela. O veneno estava na sua mente e na sua atitude, mas foi jogado fora e substituído pelo amor que você passou a dar a ela.

Na China existe uma regra dourada que diz:
A pessoa que ama os outros também será amada. Na grande parte das vezes recebemos das outras pessoas o que damos a elas... por isso
C U I D A D O!!!
Lembre-se: o plantio é opcional...
A colheita é obrigatória...
Por isso cuidado com o que planta!!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Tempos atuais (Leontina Rita Acorinti Trentin)


"Sei que todos devem estar se perguntando será que o mundo não poderia ser melhor? E eu vos respondo, sim poderia e vai ser melhor, infelizmente os caminhos são estes, na maioria das vezes para se chegar ao amor os caminhos do desamor devem ser trilhados para que se processe vastos conhecimentos onde as dúvidas deixam de existir e o amor sobrepuja todos os atos hediondos e inconseqüentes de tantos que se acham poderosos.

Devemos ser conscientes que através da dor o mundo estará experimentando um chamamento para as coisas espirituais, irá começar morosamente a despontar pessoas mais preocupadas e bem intencionadas em reverter para melhor o quadro desanimador que assolam nossos lares, nossos trabalhos, enfim, infelicita nossa sociedade.

Mas, nós que já entendemos um pouco mais as beneficies da dor devemos ajudar o processo evolutivo vibrando para o nosso país e nossos dirigentes para que possam ser intuídos e inspirados pela luz a permitir novos rumos para nosso país, bem como para nosso planeta.

Saibamos tomar o nosso lugar sem equívocos, não sejamos injustos com a justiça divina, sejamos felizes e lutemos a favor do amor, da paz, do entendimento, só que esta iniciativa deverá ter origem primeira dentro de nós mesmos e sim depois distribuirmos aos que estão ao nosso lado e que nos relacionamos.

Assim sendo, seremos merecedores das alegrias que sobrevirão a nós, saibamos respeitar os desígnios de Deus, mas façamos nossa parte para que sejamos co-autores pró-ativos desta mudança para o bem.

Nunca se esqueçam de que o amor encurta distâncias e mais ainda o universo conspira a nosso favor.

Que a oração esteja sempre em vossas lembranças diárias, sendo um lenitivo aos vossos corações."

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Ser ou Fazer? Eis a Questão.

Que tal descobrirmos se estamos sendo ou fazendo?
Foi a partir das definições de Alexander Lowen em “Medo da Vida” sobre estas atitudes existenciais que comecei também a me questionar. Acreditem, as descobertas que fiz foram surpreendentes. Segundo ele: MODO FAZER: implica em atividades produtivas, cujo foco é o mundo exterior, o que nos rodeia. Onde predominam a vontade ou os objetivos que temos a alcançar. O mais importante são as metas estabelecidas e atingidas e não o processo em si, isto é, vale mais o que se faz e não como se faz. No fazer a atividade tem a característica de nos forçar. É quando realizamos tarefas de forma mecânica como se cumpríssemos obrigações. MODO SER: o objetivo é secundário em relação às ações, isto é, o que vale mais não é o que fazemos, mas sim como fazemos. Quando o prazer é a motivação dominante e há busca de satisfação. O foco está dirigido para o que está acontecendo na nossa interioridade; as sensações e sentimentos que vivemos durante a atividade. É quando estamos profunda e verdadeiramente envolvidos com o que fazemos. Implica em fluir.
Parece-me então que é esta a antítese que revela o nosso grande dilema enquanto seres humanos, já que somos simultaneamente Criaturas (ser) e Criadores (fazer).
Como criaturas de Deus não nos contentamos simplesmente em ser, é preciso fazermos alguma coisa, alcançar objetivos, criar algo. E em função disto acabamos passando pela vida como máquinas, repetindo mecanicamente uma série de ações, na maioria das vezes, sem sentido algum.
Por que?
Como poderíamos mudar?
É possível fazer ou produzir algo com sensações e sentimentos?
A resposta felizmente é sim, basta que a nossa ação seja tão ou mais importante que o objetivo, sendo desta maneira uma ação criativa e auto-expressiva.
Embora sejamos identificados pelo que fazemos (nossa ocupação como médico, pedreiro, professor, pai), não podemos nos tornar pessoas pelo fazer, não enquanto não estivermos nos permitindo ser ou seja continuarmos contendo nossa raiva, tristeza, medo; reprimindo nosso choro e gritos; refreando nosso amor por temermos a entrega.
Como agimos no nosso dia-a-dia, sendo ou fazendo?

sábado, 3 de maio de 2008

Suicide

"Um suicídio exige que as pessoas pensem primeiro em si mesmas, e depois nos outros. As mulheres, quando se matam, escolhem meios muito mais românticos - como cortar os pulsos, ou tomar uma dose excessiva de comprimidos para dormir. A maioria das pessoas usam o Amor Impossível como uma desculpa, um pretexto para romper os laços com a vida que levam, vida que está longe de ser aquilo que verdadeiramente esperavam de si mesmos."
(Veronika Decide Morrer - Paulo Coelho)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Falhas


Uma das coisas que fascinam na cidade de San Francisco (EUA) é ela estar localizada sobre a falha de San Andreas, que é um desnível no terreno da região que provoca pequenos abalos sísmicos, de vez em quando, e grandes terremotos, de tempos em tempos. Você está muito alegre, caminhando pela cidade, apreciando a arquitetura vitoriana, a baía, a Golden Gate e, de uma hora para outra, pode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho. É pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e isso amedronta, porém, ao mesmo tempo, excita, vai dizer que não? Assim são também as pessoas interessantes: têm falhas. Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, sem fraturas geológicas, onde tudo funciona e você quase morre de tédio.
Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize.
Pessoas, como cidades, precisam ser limpas, mas não a ponto de não possuírem máculas.
É preciso suar na hora do cansaço, é preciso ter um cheiro próprio, uma camiseta velha para dormir, um jeans quase transparente de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou. Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem abusar muito da licença, devem ser insensatas, ligeiramente passionais, demonstrarem um certo desatino, ir contra alguns prognósticos, cometer erros de julgamento e pedir desculpas depois, pedir desculpas sempre, pra poder ter crédito e errar outra vez.
Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, ser generosas e abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porém, não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar; nunca devem deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades, têm rachaduras internas, portanto, podem surpreender.
Falhas: agradeçamos às nossas, que é o que nos humaniza, e nos fascina.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

A nossa mudança de cada dia

Nós, seres humanos, somos um projeto, um “vir a ser”. Isso quer dizer que trazemos em nós a semente da transformação. A mudança é natural, faz parte do nosso processo vital.
Ocorre que, a nossa cultura, supervaloriza a permanência, o apego, a acomodação. E isso não é difícil de entender, pois, somos inseguros. Sentimos muito medo das perdas, dos fracassos, do inesperado. Sentimos medo do amanhã.
Acontece que a vida, por sua própria natureza, é arriscada. A cada mudança que procedemos, precisamos nos responsabilizar pela possibilidade de errar. O desenvolvimento humano não pode ocorrer, sem assumirmos o risco do erro. Errar é até bonito, é humano, é crescimento, desde que traga aprendizado e experiência.
É preciso, além de tudo, que a gente saiba enumerar as mudanças que pretendemos, no exato momento. E essas são as respostas que ao autoconhecimento nos possibilita. Quais são minhas prioridades? Em que sentido minhas escolhas têm contribuído para minha felicidade? Estou desenvolvendo todos os meus talentos e potenciais? Há algum ofício que eu gostaria de aprender a realizar? Como estão meus relacionamentos interpessoais? A minha profissão me realiza enquanto pessoa?
Assim, é preciso delimitar as nossas possibilidades diante da mudança. Não podemos mudar o mundo, as pessoas, as condições externas. Mas podemos nos transformar enquanto pessoas. Podemos transformar a nossa postura diante da vida e das situações, e isso é um grande passo! Trata-se da nossa evolução no sentido do crescimento, da plenitude, da realização vital.
Enfim, a abertura para a mudança significa que aprendemos a compreender o verdadeiro sentido da nossa liberdade. Significa que assumimos a responsabilidade pela construção da nossa vida, que se inicia, novamente, a cada dia.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Doença

Se a doença física agride o organismo e muitas vezes é incurável, dado a negligência do enfermo, a doença da alma ainda é mais prejudicial, pois atinge justamente o que a pessoa tem de grandeza em si: o espírito. A doença da alma começa a surgir quando a pessoa deixa de ter fé. Sem esta, desaparece também o amor; sem o amor não haverá compreensão, tolerância, fraternidade. Assim, é fácil concluir que a humildade, nos dias de hoje, primórdios de nova era, está sofrendo de males que precisam ser imediatamente pensados, começando pela valorização da vida.