O texto abaixo, chamado pelo autor de Escutatório, difundido com o nome de Escutatória, é parte do livro de crônicas 'O amor que acende a lua'.
Leia, reflita e leve um pouquinho disso pra sua vida.
Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver é preciso que a cabeça esteja vazia.
Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise…) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada…“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.
Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião.
Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino…“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto… (O amor que acende a lua, pág. 65.)
Leia também no site do autor.
Eu falo muito, eu sei, mas sei dar o valor a uma boa escutada. E você?
quinta-feira, 26 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Maldito
Maldito seja o indivíduo sem princípios que impõe seus desmandos aos fracos e covardes!
Maldito seja o indivíduo de coração empedrado que submete aos seus caprichos os sonhos dos simples de coração!
Maldito seja o indivíduo astuto que vende sua mentira com ares de verdade!
Maldito seja o indivíduo prepotente que garroteia o espírito de festa do povo!
Maldito seja o indivíduo mesquinho que não suporta a grandeza dos outros!
E maldito seja o indivíduo sem alma que mata, nos outros, a alma e a alegria de viver!
Maldito seja o indivíduo de coração empedrado que submete aos seus caprichos os sonhos dos simples de coração!
Maldito seja o indivíduo astuto que vende sua mentira com ares de verdade!
Maldito seja o indivíduo prepotente que garroteia o espírito de festa do povo!
Maldito seja o indivíduo mesquinho que não suporta a grandeza dos outros!
E maldito seja o indivíduo sem alma que mata, nos outros, a alma e a alegria de viver!
quinta-feira, 19 de março de 2009
Do mal humor a alegria de viver (Hélio Borges Júnior)

A vida pode e deve ser sim melhor e mais prazerosa. Tente não permitir que constantes pensamentos e sentimentos negativos tomem conta de você.
Busque e aspire à felicidade e ao prazer em cada ato presente, não mais acreditando cegamente que você conseguirá ser plenamente feliz (nas férias; quando se aposentar; ao ganhar muito dinheiro). A felicidade está ao nosso alcance sempre, basta sim desejarmos e nos dispormos a isso.
Cuide de seu corpo, alimentando-se adequadamente; não exagerando no consumo de bebidas alcoólicas; dormindo bem; relaxando-se das tensões do dia a dia; tendo uma atividade física equilibrada e regular.
Aceite as diferenças (pessoas; familiares; cultura; valores; situações... aprendendo com o novo.)
Curta o desenvolvimento dos filhos (netos), compartilhe alegrias e mesmo dúvidas com os amigos, não se isolando para com o mundo.
Pare de se incomodar e se irritar em demasia com pessoas mal-humoradas, com bobagens cotidianas. Procurando refletir e compreender possíveis ressentimentos, mágoas, sentimentos negativos. Não se culpe, busque melhor conhecer e entender a si próprio e a outrem.
Trabalhe e ou exerça suas atividades com o maior prazer possível, mas lembre-se que as pausas e os intervalos, em cada tarefa, são necessários para o corpo e a mente se recuperarem.
Acredite na sua real capacidade e possibilidade de aprender, de se expandir, evoluir e de vivenciar momentos de pleno contentamento.
Não se isole... não se feche em si mesmo... ofereça sim seu potencial realizador a instituições e programas comunitários e sociais.
Não se acomode, sonhe, sonhe muito, buscando a concretização,
Necessitando falar /desabafar vá ao encontro de um ombro amigo e confiável e, em dados casos, confie no auxílio e na orientação que um profissional qualificado pode lhe oferecer.
Busque e aspire à felicidade e ao prazer em cada ato presente, não mais acreditando cegamente que você conseguirá ser plenamente feliz (nas férias; quando se aposentar; ao ganhar muito dinheiro). A felicidade está ao nosso alcance sempre, basta sim desejarmos e nos dispormos a isso.
Cuide de seu corpo, alimentando-se adequadamente; não exagerando no consumo de bebidas alcoólicas; dormindo bem; relaxando-se das tensões do dia a dia; tendo uma atividade física equilibrada e regular.
Aceite as diferenças (pessoas; familiares; cultura; valores; situações... aprendendo com o novo.)
Curta o desenvolvimento dos filhos (netos), compartilhe alegrias e mesmo dúvidas com os amigos, não se isolando para com o mundo.
Pare de se incomodar e se irritar em demasia com pessoas mal-humoradas, com bobagens cotidianas. Procurando refletir e compreender possíveis ressentimentos, mágoas, sentimentos negativos. Não se culpe, busque melhor conhecer e entender a si próprio e a outrem.
Trabalhe e ou exerça suas atividades com o maior prazer possível, mas lembre-se que as pausas e os intervalos, em cada tarefa, são necessários para o corpo e a mente se recuperarem.
Acredite na sua real capacidade e possibilidade de aprender, de se expandir, evoluir e de vivenciar momentos de pleno contentamento.
Não se isole... não se feche em si mesmo... ofereça sim seu potencial realizador a instituições e programas comunitários e sociais.
Não se acomode, sonhe, sonhe muito, buscando a concretização,
Necessitando falar /desabafar vá ao encontro de um ombro amigo e confiável e, em dados casos, confie no auxílio e na orientação que um profissional qualificado pode lhe oferecer.
terça-feira, 17 de março de 2009
Truques usados por predadores sexuais

"A menina dos meus olhos"
Este primeiro truque vem do título do livro de Laura Ahearn "The Apple Of My Eye"(A menina dos meus Olhos"). Este truque está no topo de sua lista como o mais traiçoeiro de todos os truques porque os predadores se utilizam da mesma inocência e vulnerabilidade que nós nos esforçamos em proteger em nossas crianças, com o propósito metódico de ganhar a confiança das crianças ao darem a elas atenção especial para assim poder eventualmente abusarem sexualmente delas. Todas as crianças querem se sentir amadas, querem receber atenção e carinho, por isso elas são particularmente vulneráveis a aqueles que são 'especialistas' em prepará-las e conduzí-las a um eventual abuso sexual.
Truque do Toque Acidental
As crianças não tem consciência de que o que parece ser um toque acidental pode na verdade ser 'intencional' e ser uma tentativa do abusador sexual de tentar numa próxima vez tocar sua genitália.
Truque de Pedir/Oferecer Ajuda
Abusadores podem pedir informações a uma criança ou pedir que elas o ajudem a carregar pacotes e sacolas. Um abusador sexual condenado contou que ele gostava de ficar por perto dos banheiros de restaurantes e lanchonetes que servem lanches/refeições para crianças. Então ele abusava de garotos com a desculpa de ajudá-los com o zíper de suas calças. Outro tipo de auxilio , pode acontecer quando o abusador percebe que pode fazer o papel de uma pessoa que se dispõe a ajudar uma família com crianças. Sua ajuda pode ser necessária quando a família precisar de alguém para cuidar das crianças por um período, ou levá-las de carro para algumas de suas atividades diárias como escola, cursos. Preste atenção e tomem cuidado com pessoas que parecem estar mais interessadas em suas crianças do que você mesma, existe uma razão para isso.
Truque da Autoridade
Muitos de nós tem ensinado aos nossos filhos a respeitarem a autoridade sem nos darmos conta de que aqueles que tem como 'alvo' as crianças, se aproveitam de suas posições como professores, treinadores, líderes religiosos .
Truque de Anular os Sentimentos
Abusadores podem falar insistentemente com as crianças sobre sexo utilizando-se de material pornográfico para demonstrar atos sexuais. Podem incentivar a curiosidade natural das crianças deixando à vista delas material de conteúdo sexual.
Truque da Drogas e Álcool
Drogas e bebidas alcoólicas são usadas para incapacitar as crianças e deixá-las totalmente vulneráveis ao abuso sexual.
Truque da Emergência..
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Momentos de crise ou emergência podem ser muito confusos para crianças, então os abusadores podem criar ou se aproveitar deste tipo de situação para atrair as crianças.
Momentos de crise ou emergência podem ser muito confusos para crianças, então os abusadores podem criar ou se aproveitar deste tipo de situação para atrair as crianças.
Truque da Fama
Promessas são feitas à criança de que ela pode se tornar uma 'estrela'.
Truque da Amizade
Crianças mais velhas podem subornar uma criança mais nova (ou da mesma idade) dizendo que não irão mais ser sua amiga a menos que eles participem de atos sexuais.
Truque das Brincadeiras
Brincadeiras onde acontecem contato físico como lutas, por exemplo onde o toque genital é parte das regras.
Truque do Herói /Truque dos Privilégios Especiais (Treinador/Professor/Pessoa em Posição de Autoridade)
Crianças sentem-se impressionadas por aquelas pessoas a quem elas devem obediência , aquelas que exercem autoridade sobre elas, como treinadores, professores, ou até um primo mais velho. Elas podem tolerar o abuso sexual para manter esse relacionamento onde elas recebem algum tipo de privilégio, por medo de perdê-los.
Truque do "Eu conheço você"
Nunca escreva o nome do seu filho/a do lado de fora de suas roupas, guarda-chuva ou lancheiras. Isso poderá dar ao abusador sexual uma oportunidade (chamando-a pelo seu nome) de fazer com que seus filhos pensem que ele é uma pessoa conhecida.
Truque da Internet
A internet se tornou um ambiente muito propício para os abusadores sexuais atraírem suas vítimas. Eles irão tentar conseguir informações específicas sobre seus filhos fazendo perguntas diretas sobre o que querem saber. Por exemplo, eles podem perguntar se seu filho pratica algum esporte ou se joga em algum time o que irá permitir que a conversa chegue até o ponto dele perguntar onde o seu filho costuma ir pra praticar esse esporte. Por fim eles irão tentar marcar um encontro. Os predadores na internet podem também enviar material pornográfico para o seu filho ou filha.
Truque do Emprego
Promessas de altos salários costumam convencer jovens adultos a se encontrarem com pessoas em lugares não muito seguros para serem 'entrevistados' onde eles podem acabar sofrendo abuso sexuais. Crianças mais jovens podem ser convencidas a prestarem serviços na casa do abusador sexual com a promessa de um bom pagamento, e podem também acabar sendo vítimas de abuso sexual.
Truque da Legalidade
Existem algumas organizações que promovem relações sexuais com crianças e tentam legitimar essa atividade. Esses abusadores sexuais podem tentar convencer uma criança de que sexo com um adulto é uma atividade legítima, ou seja, permitida legalmente.
Truque da Excursão
O abusador sexual está sempre tentando levar uma criança para sair sozinha com ele para passeios especiais, excursões e insistem para que ninguém mais vá com eles. Um pediatra de Nova York que foi condenado por abusar sexualmente de muitos de seus pacientes, na ocasião em que os teria levado para um passeio de final de semana. Os pais confiavam nele porque ele era tido como um 'exemplo', um pilar de sua comunidade.
Truque do cãozinho perdido
Parecido com o truque de atrair ajuda, o abusador sexual pode pedir que uma criança o ajude a encontrar seu cãozinho perdido. Eles chegam até a estar carregando consigo uma foto do cachorrinho e sua coleira.
Truque do Ensinar
É oferecida à família ajuda para ensinar a criança algum esporte, ou como tocar um instrumento musical, geralmente sem nenhum custo. Pais de todo os lugares do país (EUA) informaram que alguns dos abusadores sexuais trabalhavam como instrutores de auto escola.
Truque da Ameaça
As crianças podem ser ameaçadas para que colaborem e não falem nada depois. Uma vez que o abuso ocorreu, o abusador ameaçará a criança de contar aos seus pais e amigos. O abusador pode ameaçar a criança e forçá-la a recrutar outras crianças.
Truque da Fantasia
A maioria das pessoas/voluntários que se vestem como palhaços, personagens de desenhos, ou Papai Noel durante o período de festas não são pedófilos tentando ter acesso às crianças. Contudo, você deve sempre estar alerta ao fato de que existem sim, pedófilos, que irão fazer qualquer coisa para se aproximarem das crianças.
"Ter conhecimento é a melhor defesa. Entender como funciona a dinâmica do abusador sexual infantil é maneira pela qual você e seus filhos estarão seguros. "Ensine isso para todas as crianças que você conhece. Passe a informação adiante para aqueles que precisam ouvir sobre isso. Protejam nossas crianças.........
segunda-feira, 16 de março de 2009
Aumento da depressão em crianças e jovens leva a suicídio

No filme Milk – A voz da igualdade, o protagonista Harvey Milk (interpretado por Sean Penn, que ganhou o Oscar pela atuação) recebe um telefonema crucial na noite em que aguarda o resultado de sua eleição para o cargo de supervisor em São Francisco (Califórnia).
Do outro lado da linha, um jovem do interior dos Estados Unidos ameaça se matar por não conseguir lidar com o preconceito que sofre por ser gay. Sem saber a quem recorrer, liga para Milk, cuja foto viu em um jornal. O político e ativista conversa por alguns momentos com o garoto, mas oferece a ele exatamente o que ele precisa: alguém que o escute.
Na tela, a cena cumpre o propósito de emocionar (e também de incrementar a história). Mas, na vida real, não é tão simples assim. Crianças e adolescentes enxergam no suicídio uma opção para fugir da escuridão em que vivem – e da qual acreditam que não conseguirão sair.
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de suicídios entre os jovens aumentou consideravelmente nas últimas décadas. Mais de 3 milhões de jovens pensam em se matar todos os anos. Entre 1993 e 1998, o índice subiu 40% no Brasil. Em 2006, o Governo Federal publicou a Portaria 1.876/06, que declara o suicídio como problema de saúde pública. Uma das justificativas foi o aumento do comportamento suicida entre jovens entre 15 e 25 anos, em todas as camadas sociais. Desde então, ficou estabelecido que as três esferas de gestão (federal, estadual e municipal) deveriam atuar juntas na prevenção do problema e garantir o acesso a tratamento, cuidados e recuperação.
Assim como o crescimento dos casos de depressão na infância e na adolescência, as taxas de suicídio também estão ligadas à fragilidade dos laços afetivos e à solidão de um mundo em que crianças e jovens vivem sozinhos na multidão, ou seja, problema de “privação emocional”.
Bulimia, anorexia e o uso de drogas também são formas de acabar com a própria vida – a insegurança e a falta de relacionamentos confiáveis geram a busca pela autodestruição.
O ato de acabar com a própria vida ainda representa um tabu na sociedade. Mas hoje, o suicídio está mais próximo de nós do que nunca. Em uma busca simples pela palavra na internet, o site Google mostra quase oito milhões de referências a esse termo, com especificações: “como cometer suicídio”, “tipos de suicídio” e até mesmo “fotos de suicídio”. Em todo o mundo, a cada 40 segundos, uma pessoa se mata.
Segundo psiquiatras um grande problema do suicídio infantil e juvenil é a notificação. Isso porque, muitas vezes, os pais, médicos e professores não sabem (ou não querem) reconhecer a tentativa da criança ou adolescente de tirar a própria vida. O aumento no número de intoxicações por ingestão de remédios ou venenos pode ser um indicativo das intenções que se escondem por trás de um “acidente”. Muitas crianças e adolescentes exteriorizam sua depressão por meio de dores físicas (de cabeça ou de estômago, por exemplo).
Especialistas na área da psicologia alertam que o ato de se matar é capaz de afetar de maneira negativa até seis outras pessoas, entre amigos e familiares da vítima. “É um choque muito difícil de se recuperar”.
Psiquiatras explicam que, embora a adolescência seja um período conturbado para a maioria das pessoas, por conta das mudanças orgânicas e emocionais dessa época da vida, alguns jovens são mais propensos a sentimentos depressivos. “Um jovem não decide se matar de uma hora para a outra. Há um longo caminho entre o desejo de morrer e a conclusão”.
O perigo da depressão – e o consequente suicídio – pode passar despercebido por pais e professores. “A negação acontece. É mais fácil não olhar e não admitir a própria culpa”.
É importante ter um espaço em casa para as discussões entre pais e filhos. “O grupo de amigos nunca vai substituir o diálogo com a família. Mesmo com a nossa vida agitada, o ideal é prevenir esses problemas e não deixar para o dia seguinte”.
Do outro lado da linha, um jovem do interior dos Estados Unidos ameaça se matar por não conseguir lidar com o preconceito que sofre por ser gay. Sem saber a quem recorrer, liga para Milk, cuja foto viu em um jornal. O político e ativista conversa por alguns momentos com o garoto, mas oferece a ele exatamente o que ele precisa: alguém que o escute.
Na tela, a cena cumpre o propósito de emocionar (e também de incrementar a história). Mas, na vida real, não é tão simples assim. Crianças e adolescentes enxergam no suicídio uma opção para fugir da escuridão em que vivem – e da qual acreditam que não conseguirão sair.
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de suicídios entre os jovens aumentou consideravelmente nas últimas décadas. Mais de 3 milhões de jovens pensam em se matar todos os anos. Entre 1993 e 1998, o índice subiu 40% no Brasil. Em 2006, o Governo Federal publicou a Portaria 1.876/06, que declara o suicídio como problema de saúde pública. Uma das justificativas foi o aumento do comportamento suicida entre jovens entre 15 e 25 anos, em todas as camadas sociais. Desde então, ficou estabelecido que as três esferas de gestão (federal, estadual e municipal) deveriam atuar juntas na prevenção do problema e garantir o acesso a tratamento, cuidados e recuperação.
Assim como o crescimento dos casos de depressão na infância e na adolescência, as taxas de suicídio também estão ligadas à fragilidade dos laços afetivos e à solidão de um mundo em que crianças e jovens vivem sozinhos na multidão, ou seja, problema de “privação emocional”.
Bulimia, anorexia e o uso de drogas também são formas de acabar com a própria vida – a insegurança e a falta de relacionamentos confiáveis geram a busca pela autodestruição.
O ato de acabar com a própria vida ainda representa um tabu na sociedade. Mas hoje, o suicídio está mais próximo de nós do que nunca. Em uma busca simples pela palavra na internet, o site Google mostra quase oito milhões de referências a esse termo, com especificações: “como cometer suicídio”, “tipos de suicídio” e até mesmo “fotos de suicídio”. Em todo o mundo, a cada 40 segundos, uma pessoa se mata.
Segundo psiquiatras um grande problema do suicídio infantil e juvenil é a notificação. Isso porque, muitas vezes, os pais, médicos e professores não sabem (ou não querem) reconhecer a tentativa da criança ou adolescente de tirar a própria vida. O aumento no número de intoxicações por ingestão de remédios ou venenos pode ser um indicativo das intenções que se escondem por trás de um “acidente”. Muitas crianças e adolescentes exteriorizam sua depressão por meio de dores físicas (de cabeça ou de estômago, por exemplo).
Especialistas na área da psicologia alertam que o ato de se matar é capaz de afetar de maneira negativa até seis outras pessoas, entre amigos e familiares da vítima. “É um choque muito difícil de se recuperar”.
Psiquiatras explicam que, embora a adolescência seja um período conturbado para a maioria das pessoas, por conta das mudanças orgânicas e emocionais dessa época da vida, alguns jovens são mais propensos a sentimentos depressivos. “Um jovem não decide se matar de uma hora para a outra. Há um longo caminho entre o desejo de morrer e a conclusão”.
O perigo da depressão – e o consequente suicídio – pode passar despercebido por pais e professores. “A negação acontece. É mais fácil não olhar e não admitir a própria culpa”.
É importante ter um espaço em casa para as discussões entre pais e filhos. “O grupo de amigos nunca vai substituir o diálogo com a família. Mesmo com a nossa vida agitada, o ideal é prevenir esses problemas e não deixar para o dia seguinte”.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Seja alegre
Nunca exulte quando você for elogiado ou fique abatido quando for repreendido; seja um leão espiritual, não influenciado por ambos. Esteja alegre e sorrindo em todas as circunstâncias. Depressão, dúvida e presunção são perigosas para os aspirantes espirituais. Mas quando a devoção de alguém está bem estabelecida, mesmo se elas aparecerem, podem ser facilmente descartadas.
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