É fato que a cada início de ano devemos projetar e idealizar o que queremos para nós, agindo desta forma firmamos nossos objetivos que por sua vez serão alimentados e cultivados por nossos pensamentos, atraindo irresistivelmente para nós, no tempo oportuno, as realizações por nós idealizadas.
Não obstante, mesmo colocando em prática tais procedimentos as pré-ocupações nos tiram do foco principal e, assim deixamos de viver o momento, perdendo-nos. Cada minuto de nossas vidas nos faculta aprendizado e prática, registrando, tanto em nosso cérebro como em nosso espírito, todos os acontecimentos vividos. Entretanto costumamos colocar tudo no piloto automático e deixar a vida passar, não demanda esforço algum, ou seja, fazemos tudo aleatoriamente, de qualquer jeito e sem prestar atenção. Temos o foco no que almejamos, mas, no percurso não, e é um grande erro. Quantas vezes cometemos falhas, ações e atitudes erradas justamente por não termos registrado, “estávamos no piloto automático”, ou seja, não prestamos atenção, deixamos tudo acontecer sem esforço ou querer.
Estando desta forma é porque queremos fugir da vida e o pior é que são estes momentos que requerem mais atenção, por serem os mais difíceis. Porém, geralmente só queremos viver as ocasiões fáceis e que o dia acabe o mais rápido possível, fugimos de análises e tomadas de decisões, e se algo acontecer, fingimos não ver. O nosso foco é mais no passado e no futuro.
Outras vezes a ansiedade toma conta de nós, queremos somente ver o desfecho final dos acontecimentos, os nossos objetivos. O presente passa despercebido e indiferente, só temos olhos para o futuro.
Contudo, o percurso que é o mais importante para nós, posto que nos trás muitos aprendizados, nós anulamos.
Vivemos muito atrelados ao passado e ao futuro. O presente que é o mais importante e que fará a diferença, por ser a ação boa ou má que atrairá a reação da mesma, nós abolimos.
Há uma vivência muito interessante de se fazer: é chamar a nossa atenção nos perguntando:
Onde estou agora, e o que estou fazendo?
Com esta pergunta somos levados a responder a nós mesmos, exatamente onde estamos e o que estamos fazendo, cairemos na real, prestaremos atenção e sentiremos o dever da concentração. Isto nos fará acordar e ver se o que estamos fazendo está certo ou necessita de mais atenção. Muitas vezes estamos conversando com alguém, mas não estamos ali, outras vezes somos apáticos onde conclama nosso esforço, sendo maldosos...
Necessitamos assumir a postura de donos de nossas vidas e saber o nosso dever, que é acertar mais, mudando o passado, presente e futuro para melhor.
Mas vejamos, não podemos ficar esperando que o ano seja melhor, é preciso “ fazer com que ele seja melhor” e, conseqüentemente, numa ascendente será melhor a cada dia, a cada ano...
Temos que objetivar e projetar sim nosso futuro, mas temos que viver o momento, porque ele é que contará para o registro das ações, bem como o recebimento das reações. Como já dizia Platão “mente sã, corpo são”. Mente positiva atrai cura, abundância, prosperidade, bem estar, saúde etc.
Deixemos o passado de lado porque não são os nossos erros que nos arruínam e sim o pensar neles. O que passou é passado, não importa, o importante é que o presente seja diferente na qual atrairemos um futuro surpreendente.
Sigmund Freud, pai da Psicanálise, dizia que a nossa mente é como um iceberg que flutua na superfície de um oceano, mas somente vemos a parte da superfície da água para cima, é o nosso consciente. A parte mais importante e robusta que é a que fica abaixo da superfície, nós não a vemos, é o nosso inconsciente, onde estão contido nossos pensamentos, sentimentos, desejos, lembranças, agonias, incerteza, neuras..., estes são os nossos maiores problemas.
Devemos ir até o fundo do nosso ser e tratar esses icebergs da forma correta, através do policiamento de nossas ações aproveitando todos os momentos para colocar em prática o que de melhor estamos aprendendo, será justamente isto que nos fará conseguir ou não o que realmente desejamos.
Façamos a limpeza do porão do nosso ser, somos como o diamante, pedra preciosa na sua essência, mas tem que ser lapidado e passar por muitos atritos até que se torne uma pedra preciosa. Assim como o diamante somos nós, somos todos seres maravilhosos, mas, necessariamente necessitamos ser lapidados através das dificuldades e aprendizados da vida para aflorar a nossa beleza interior. Fomos criados justamente para atingirmos a perfeição, o tempo necessário para esta lapidação será definido e controlado por nós mesmos.
Ainda há necessidade de perguntarmos se devemos aproveitar o momento? (Leontina Rita Acorinti Trentin)
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Serviço
“Um indivíduo comum transforma-se em um grande sábio ao se engajar no serviço altruísta. Verdadeiramente falando, o mérito que pode ser obtido do serviço não pode ser alcançado mesmo com a prática de austeridades rigorosas. O serviço torna os seres humanos mais próximos uns dos outros, e promove afeto e amizade. Sem os sentimentos de amizade e amor ao próximo, não se pode obter intimidade com o Senhor. Instale em seu coração o sentimento de que o serviço que presta a seu próximo é serviço a Deus.” (Sathya Sai Baba)
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Três pessoas
Três pessoas que passavam em uma pequena caravana, observaram um homem contemplando o entardecer do alto de uma montanha, de onde se via o Deserto do Saara.
“Deve ser um pastor que perdeu uma ovelha, e procura saber onde está”, disse o primeiro homem.
“Não, não creio que esteja procurando algo, muito menos na hora do pôr-do-sol, onde a vista fica confusa. Acho que espera um amigo”, disse o segundo.
“Garanto que é um homem santo, e procura a iluminação”, comentou o terceiro.
Começaram a comentar o que o tal homem fazia, e tanto se empenharam na discussão que quase terminaram brigando. Finalmente, para resolver quem tinha razão, decidiram subir a montanha e ir até o homem.
“O senhor está procurando sua ovelha?”, perguntou o primeiro.
“Não, não tenho rebanho”.
“Então, com certeza, espera alguém”, afirmou o segundo.
“Sou um homem solitário, que vive no deserto”, foi a resposta.
“Por viver no deserto, e na solidão, devemos acreditar que é um santo, em busca de Deus, e está meditando!”, disse, contente, o terceiro homem.
“Será que tudo na Terra precisa ter uma explicação? Pois então, eu explico: estou aqui apenas olhando o pôr-do-sol. Isso não basta para dar um sentido às nossas vidas?”
(Paulo Coelho)
“Deve ser um pastor que perdeu uma ovelha, e procura saber onde está”, disse o primeiro homem.
“Não, não creio que esteja procurando algo, muito menos na hora do pôr-do-sol, onde a vista fica confusa. Acho que espera um amigo”, disse o segundo.
“Garanto que é um homem santo, e procura a iluminação”, comentou o terceiro.
Começaram a comentar o que o tal homem fazia, e tanto se empenharam na discussão que quase terminaram brigando. Finalmente, para resolver quem tinha razão, decidiram subir a montanha e ir até o homem.
“O senhor está procurando sua ovelha?”, perguntou o primeiro.
“Não, não tenho rebanho”.
“Então, com certeza, espera alguém”, afirmou o segundo.
“Sou um homem solitário, que vive no deserto”, foi a resposta.
“Por viver no deserto, e na solidão, devemos acreditar que é um santo, em busca de Deus, e está meditando!”, disse, contente, o terceiro homem.
“Será que tudo na Terra precisa ter uma explicação? Pois então, eu explico: estou aqui apenas olhando o pôr-do-sol. Isso não basta para dar um sentido às nossas vidas?”
(Paulo Coelho)
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Amanhã
“Muitos de nós temos obsessão pelo dia de amanhã. Planejamos, nos preparamos e investimos nosso cabedal de conhecimentos e capacidades não para encararmos o cotidiano, mas de olho num hipotético futuro, cujos limites indeterminamos. Trata-se de um erro, que pode trazer conseqüências danosas para quem age assim. O futuro se constrói hoje, fazendo o melhor possível em cada instante que vivemos e gozando as muitas e muitas delícias que a vida tem a nos oferecer. Da soma do que fizermos e do que gozarmos no dia a dia é que construiremos um amanhã melhor e mais promissor. O escritor Jonathan Swift constatou: “Muitos poucos são os que vivem no presente: a maioria se prepara para viver mais tarde”. Não se trata de abrir mão de planos a longo prazo, longe disso. O que não podemos é adiar esses projetos indefinidamente, sacrificando nossa alegria e felicidade e a dos que nos amam e conosco convivem. Reitero: o amanhã se constrói hoje!”
quarta-feira, 29 de julho de 2009
A esperança
A esperança, ao contrário do que se pensa, não é algo apenas subjetivo e, portanto, sem fundamento prático (a menos que, aquilo que esperamos alcançar, seja impossível). Ela é fruto da nossa intuição, que “sabe” que o que tanto desejamos está ao alcance das nossas mãos. Apenas desconhece “como” fazer isso. Daí esse sentimento ser tão persistente e consolador. William Shakespeare escreveu, numa de suas tantas peças: “A esperança, muitas vezes, é um cão de caça sem pistas”. E é mesmo. Ou seja, ela sente o “faro” do alvo, embora não saiba onde ele se encontra. Para encontrá-lo, requer-se persistência, constância e, acima de tudo, ação. A esperança, desprovida de atos, é inócua. Não raro, é sucedida pelo desespero. Portanto, quem espera um amor, uma amizade, uma promoção ou um emprego (não importa), tem que se esmerar na sua procura. O “cão de caça” apenas fareja a pista. Compete ao caçador encontrá-la.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Pequenos

Não raro, superestimamos a capacidade dos que nos cercam, ou das personalidades que se nos tornam familiares pelos meios de comunicação, e subestimamos nosso potencial. Achamos que não somos talhados para grandes realizações e, de tanto nos apequenarmos, nos tornamos, de fato, pequenos. Todos, porém, têm sua importância no mundo. Nenhum de nós é mero espectador da vida, mas todos somos seus protagonistas, com papéis maiores ou menores, na dependência do nosso preparo, afinco e esforço. Nunca esqueço destas sábias palavras do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, herói na luta anti-apartheid, ditas num memorável discurso: “Nos perguntamos; ‘Quem sou eu para ser brilhante, talentoso e incrível?’. Na verdade, quem é você para não ser tudo isso? Bancar o pequeno não ajuda o mundo”. Não banquemos, pois, “pequenos”. Sejamos autoconfiantes e ousados, pois, potencialmente, também somos brilhantes, talentosos e incríveis.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Atos
Há quem entenda que na vida só são importantes grandes causas, obras duradouras, reflexões profundas e que essas deveriam ser nossas preocupações exclusivas, o tempo todo. Todos nossos atos, porém, dos mais rotineiros e aparentemente banais, aos grandiosos e especiais, importam. A questão está na dosagem. Ou seja, em não se perder a oportunidade de usufruir as pequenas alegrias, nem deixar de gozar instantes de ócio, sem, contudo, concentrar nosso tempo todo apenas neles. Há espaço para tudo para os que são equilibrados. Edgar Morin faz a seguinte comparação: “A vida é prosa e poesia. Prosa é o prático: alimentar-se para viver, consumir, etc. Poesia é viver na intensidade, cultivar a emoção, exaltar-se”. Claro que a exaltação a que o poeta se refere é a positiva. Não é a altercação, por qualquer motivo, com quem quer que seja, mas abrir o coração e usufruir plenamente o que nos agrada, enleva e dá prazer.
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